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Resenha de “Devoradores de Estrelas” (2026), de Phil Lord e Christopher Miller

  • Foto do escritor: Enzo Santos
    Enzo Santos
  • 24 de abr.
  • 2 min de leitura
(Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)
(Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)

Devoradores de Estrelas acompanha um professor que viaja no espaço com o objetivo de salvar o planeta Terra de sua extinção iminente. Dirigido por Phil Lord e Christopher Miller e estrelado por Ryan Gosling.

               Apesar de reproduzir elementos genéricos de ficção científica aqui e ali, a dupla de diretores e a atuação de Ryan Gosling consegue trazer ternura à narrativa. O enredo se posiciona em um contexto que dialoga em partes com a atualidade das mudanças climáticas, porém sua crítica se limita a uma superficialidade e a uma escassez de inovação.

               Ryan Gosling aproveita de sua aptidão para o humor natural para conduzir um entretenimento que se estende a detalhes de seu personagem — como a forma desleixada com que deixa seu óculos “cair” em seu rosto, o que demonstra na prática sua personalidade.

               A relação entre Grace (Ryan Gosling) e Rocky, a pedra inteligente, é a grande força narrativa do filme; a ternura humana explorada nesse vínculo inesperado conduz a emoção e a comoção empática.

 

(Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)
(Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)

O didatismo é quase que impossível de se fugir em um filme assim, de ficção científica, em que o conflito é gerado por um problema fictício pseudo-realista com um pé em causas científicas-biológicas. O recurso de ficar “voltando ao passado” da narrativa atenua o estado maçante que essas “explicações” poderiam assumir. Apesar da existência de diferentes conflitos, o filme mantém uma uniformidade de segurança a partir do momento em que em nenhum momento as tensões apresentam perigos reais e instantâneos aos personagens.


(Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)
(Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)

A movimentação da câmera é mínima e apenas é devidamente explorada em leves inclinações que compõem transições de espaço e tempo que se valem justamente pela equivalência de angulação e enquadramento.

               A fotografia do filme explora a beleza que a imensidão e o mistério do espaço oferecem; os planos do exterior espacial se sustentam no uso das luzes extraordinárias. O “exagero” da vivacidade das cores dos cenários espaciais é usado para a construção de momentos contemplativos espetaculares. Essa aparente “contradição”, sob a direção de Phil Lord e de Christopher Miller, dá certo e concebe um blockbuster sensível.


 (Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)
 (Foto: Reprodução / Sony Pictures / Amazon MGM)

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