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O "tarifaço" de Donald Trump

  • Foto do escritor: Pedro Teles Marin
    Pedro Teles Marin
  • 23 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Em seu segundo mandato como presidente dos EUA, Donald Trump instaura tarifa exorbitante sobre os produtos brasileiros.


Charge criada por IA - Donald Trump e seu "tarifaço".
Charge criada por IA - Donald Trump e seu "tarifaço".

Com a volta de Donald Trump ao governo norte-americano, muitas coisas que antes eram apenas planos traçados, entraram em vigor. Um desses planos já executados é o "tarifaço", que entrou em vigor no dia 06 de agosto deste ano (2025), de modo que, retoma o então America First. No ano de 2018, o então presidente americano, fez algo similar com a China abusando de taxas alfandegárias, usadas como "arma" de pressão tanto política quanto econômica.


O que gerou um certo estranhamento em tal atitude é que o Brasil é aliado dos Estados Unidos, ou pelo menos costumava ser. A partir deste ponto, o que está claro nesta situação toda são 2 caminhos: primeiro está relacionado com as investigações e a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo governo Lula. E o segundo caminho, que é atrelado ao primeiro, que também tem a ver com Bolsonaro, Trump vê tudo isso como uma "caça às bruxas", como ele mesmo mencionou. Além disso, o Brasil foi classificado como uma “ameaça à segurança nacional dos EUA”, por conta de insegurança política, divergências ideológicas e trocas de farpas entre os dois governos, o brasileiro e o americano.


Entre os meses de fevereiro e março, foram impostas tarifas de 25% sobre o aço e alumínio, fazendo com que empresas terem que vender a um preço menor, para não perderem mercado. Do mês de abril para maio, houve a implementação de 10% de taxas sobre todos os produtos de origem brasileira, através do viés de "segurança nacional" mencionada acima, Trump abusa de tarifas unilaterais. No mês de julho, o presidente norte-americano anuncia o famigerado e temido "tarifaço", com isso seria aplicada uma taxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros, válido a partir de agosto. E com isso fica clara a postura dos Estados Unidos, pendendo para um lado político ideológico, no quesito de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Os EUA declarou que o Brasil está perseguindo Bolsonaro e que não podem apoiar "ditaduras judiciais".


Agora, no mês de agosto, prevista para entrar em vigor no dia 1º, mas adiada para o dia 6, a tarifa é o estopim para a crise diplomática entre o País do Futebol e a Terra da Liberdade. Quem são os atingidos? A resposta é curta e grossa: O brasil e obviamente os brasileiros, principalmente os pequenos e médios produtores. Setores como a siderúrgica, o agronegócio, o cafeeiro e cultivo de soja, são os mais afetados. O governo brasileiro, por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula (PT) liberou uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para estes pequenos e médios produtores, de forma que, possam se estabelecer diante desta crise. O Brasil renegocia suas exportações, e os commodities sobem.


Com isso, a pressão para buscar novos mercados como a China, União Europeia e Brics cresceu e muito. No lado norte-americano, os importadores enfrentam as altas taxas, os consumidores estão pagando caro pelo café, carne, aço, pescados e calçados. E o presidente norte-americano? Ele defende os empregos americanos. A partir das medidas diplomáticas, a OMC (Organização Mundial do Comércio) pode obrigar, de forma lenta, os EUA a recuar em sua retaliação, mas o processo irá demorar. Além dessas medidas, o Brasil procura alianças comerciais com outros países, sem depender do mercado americano. Uma negociação bilateral será possível, mas quando? Esta pergunta ainda, infelizmente, não tem resposta, e quem mais sofre nisso tudo é o povo brasileiro.

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