Comidas de Rua: Sabor, História e Identidade
- Fábio Soares Mansi

- 27 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de set. de 2025
Tradição, sabor e identidade servidos diretamente das calçadas

Desde as esquinas movimentadas aos grandes centros comerciais, as comidas de rua estão por toda parte e ocupam um espaço muito especial no dia a dia da maioria dos brasileiros. Mais do que apenas uma alternativa rápida para se alimentar em um dia corrido ou quando se está com muita fome, elas carregam histórias, tradições e sabores com “gosto de Brasil”.
Sua origem remonta ao século XVIII. Os “escravos de ganho” e as “escravas ganhadeiras” preparavam seus quitutes – alimentos saborosos, sejam eles doces ou salgados, preparados de forma caseira – e os vendiam por São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro, para complementar a renda de seus senhores, podendo receber parte do lucro. Com o tempo, esses sabores e aromas mantiveram-se vivos, atravessando gerações.
Receitas antigas como pamonha, acarajé e cuscuz ainda se perpetuam pelas calçadas. Já outras, que hoje são “queridinhas” do povo brasileiro, foram se destacando devido à necessidade de cada vez mais praticidade e preços acessíveis: coxinha, pipoca, dogão, milho verde, a dupla inseparável pastel e caldo de cana, churrasquinho e churros. Algumas dessas opções já existiam há muito tempo, como o caldo de cana, mas demoraram um pouco para se popularizar. Há também as mais recentes, como o dogão e o churros, que começaram a ganhar fama a partir da década de 1970.
Apesar de todo o aspecto cultural e gastronômico, muitas pessoas evitam esses alimentos por associá-los à falta de higiene, simplesmente por serem vendidos nas ruas. Obviamente é sempre necessário se precaver em relação à salubridade e preparo de toda e qualquer comida, mas é injusto julgar apenas pelo local de onde ela vem. Muitas vezes, elas são tão bem cuidadas quanto um prato de um bom restaurante.
Fato é que as deliciosas comidas de rua se consolidam cada vez mais como parte da vida de milhares de brasileiros, com um toque especial e uma conexão profunda com a identidade do nosso amado país, traduzindo a pluralidade nacional.
Vida longa aos pastéis e caldos de cana de feiras, aos carrinhos de pipoca sempre próximos a estádios, cinemas e teatros, às barracas de milho nos parques, às lanchonetes de rua que vendem coxinhas irresistíveis e aos vendedores de churrasquinho, churros, pamonha, acarajé e cuscuz de todo o Brasil!
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Que texto bacana! Parabéns!