O declínio da maior competição do automobilismo nacional
- Leonardo Oliveira

- 3 de jan.
- 3 min de leitura
Houve muitas mudanças para o regulamento de 2025, o que prometia trazer competitividade a Stock Car, fez um ano complicado e inseguro para o automobilismo

No ano de 2024 a Stock Car, principal categoria do automobilismo brasileiro e uma das maiores do mundo, para se manter tecnológica e atual no mercado, resolveu fazer grandes mudanças no seu regulamento, saindo dos clássicos sedãs que nos 45 anos de categorias foram os chassis, mudando para os novos SUVs. Além de um novo motor, e a asa móvel conhecida como DRS na Fórmula 1, que diminui o arrasto aerodinâmico e deixa o carro mais veloz nas retas.
Durante o início da temporada, as equipes já reclamavam de falta de tempo para o desenvolvimento do carro. E mais para frente outros problemas foram surgindo, calendário com cancelamentos e troca de autódromos, a grande novidade da asa móvel, foi usada apenas uma vez durante toda a temporada.
Rachaduras da categoria
Quando anunciado o calendário, prometia 12 etapas, com pistas clássicas e novas, dentre elas, 3 foram remanejadas. A etapa de Belo Horizonte, circuito de rua em volta do estádio do Mineirão, foi cancelada e levada para Curvelo, um circuito que prometia ser no Rio Grande do Sul, etapa que aconteceu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e por fim, Goiânia foi substituída por Cuiabá, Mato Grosso. Todos os remanejamentos foram feitos durante a temporada. Outro “tendão de Aquiles” envolvendo calendário foi a distância de tempo entre uma etapa e outra, a etapa do Velopark aconteceu no dia 8 de junho, a próxima etapa em Velo Città aconteceu depois de mais de um mês, em 20 de julho, sendo esta apenas a quarta etapa da temporada e a quinta etapa só aconteceu no dia 17 do mês seguinte.
Os novos motores 2.1 turbo de 500 cv, com 4 cilindros em linhas, apresentou muitos problemas, equipes e pilotos falam sobre falta de confiabilidade, fazendo assim a categoria repensar para 2026, e trazer de volta os motores V8 usados de 2001 até 2024.
E segundo apuração do site Grande Premio, das 11 etapas apenas uma era segura para os pilotos, apenas na etapa de Velo Città disputada entre 3 a 5 de outubro a única etapa que consta nos relatórios de segurança a frase “todos os carros estavam aptos a iniciar as atividades de pista”.
A falta de segurança que ficou evidente no acidente em Brasília envolvendo Bruno Baptista e JP Oliveira, nde após Baptista rodar na reta principal foi atingido em t por JP, acidente que na câmera instalada no carro de Bruno é possível ver fogo dentro de seu automóvel.
Vicar e CBA negam
Lincoln Oliveira CEO da Stock car, e pai de Gabriel Bortoleto, que no acidente declarou, “mas o carro demonstrou ser extremamente seguro, cumpriu o seu papel como segurança. Prova disso é que os pilotos estão bem, e principalmente, o carro ficou destruído, mas nossos pilotos estão intactos e é assim que o carro foi projetado”.
A CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) negou a informação da falta de segurança. “Não, definitivamente não é verdade. Centenas de pessoas não teriam trabalhado incansavelmente por tanto tempo e milhões de reais não teriam sido investidos se fosse para cumprir um papel vexatório como o aventado pela pergunta”. Mas o que se mostra nas pistas e declarações dos envolvidos é justamente o contrário, a principal categoria do automobilismo nacional só perde prestígio. Em um momento onde o automobilismo volta a ser destaque visto a volta de um brasileiro ao Grid da formula 1.
O que esperar para 2026? automobilismo
Para o próximo ano, umas das principais patrocinadoras, a Ipiranga anunciou que vai se retirar da categoria após 17 anos, surpreendendo os dois pilotos, Thiago Camilo, César Ramos e a equipe AMattheis Motorsport.
Com a volta dos motores V8, se espera que seja fim dos problemas de confiabilidade, dando espaço para as equipes desenvolverem melhor os chassis SUVS, a asa móvel, e segurança para os pilotos. Assim trazendo de volta o destaque e competição de alto nível, colocando a principal categoria do automobilismo nacional de onde nunca deveria ter saído.
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