Cinema brasileiro em ascensão: a corrida pelo Oscar
- Bia Utrini

- 16 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Relembre momentos importantes do país na premiação de Hollywood e conheça novas possibilidades

Após as emocionantes comemorações pela vitória do filme ‘’Ainda Estou Aqui’’ no Oscar em 2025, o cinema nacional não apenas celebra, mas já iniciou as campanhas de seus filmes que irão disputar pelas sonhadas estatuetas em 2026. Foram 3 indicações nesse ano, e o desejo é de conquistar ainda mais títulos.
Mesmo que não pareça, a trajetória do Brasil nessa corrida é longa e não tão recente. Em meio a muitas injustiças, indicações e vencedores, tudo começa em 1962: O filme O Pagador de Promessas ganhou uma indicação ao Oscar, conquista importante para a história do nosso cinema.
Injustiças
Em 1999, Fernanda Montenegro trazia orgulho ao universo cinematográfico brasileiro com sua indicação como ‘Melhor Atriz’ por sua personagem ‘Dora’ em Central do Brasil. Ela não retornou ao país com a estatueta - episódio lembrado até hoje como uma das maiores injustiças da premiação, segundo atores e fãs, brasileiros e estrangeiros.
Em 2021, a ausência do elogiado Bacurau causou polêmica e revolta nas redes sociais, principalmente no antigo Twitter. O longa, que recebeu indicações para outras premiações de críticos nos Estados Unidos, ficou de fora na lista de indicados.
A verdade é que as escolhas geram polêmicas todos os anos, por mais que em muitas vezes a revolta seja merecida, como o que aconteceu com o sucesso ‘Cidade de Deus’ em 2003. O filme, lançado no ano anterior, só veio a receber suas indicações em 2004, mas não por erro da Academia Brasileira de Cinema, e sim uma ‘esnobada’ vinda de Hollywood. A ação da Academia americana não foi bem recebida pelo mundo, o que fez com que eles voltassem atrás no ano seguinte e o filme teve suas quatro justas indicações.
Ainda Estou Aqui: recordar para não esquecer e a esperança do cinema brasileiro
Mesmo com as memoráveis indicações ao longo dos anos, foi em 2025 que os olhos marejados de emoção dos brasileiros se voltaram para a grande premiação americana. Indicado em três grandes categorias - Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz (Fernanda Torres) -, Ainda Estou Aqui recebeu o prêmio de Melhor Filme Internacional, com direito a comemorações dignas de quem é apaixonado pela arte brasileira: choros, gritos e aplausos puderam ser ouvidos da casa de quem assistia ao Oscar e se orgulhou de ver a vitória do próprio país. Em contraste com a conquista, o filme dirigido por Walter Salles revisita a violenta e triste história da família de Rubens Paiva, durante o período sombrio da ditadura brasileira, e deixa uma mensagem forte: recordar para que nunca mais se repita.
Novas possibilidades
Novas histórias como Que horas ela volta? e Aquarius mostram a força das novas narrativas nacionais. Nesse fim de ano, os holofotes se voltam ao filme ‘O Agente Secreto’, que foi escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para representar nosso país na próxima premiação. O filme se passa em Recife, na ditadura militar, e fez com que se espere também a indicação de Melhor Ator para Wagner Moura, além da categoria de Melhor Filme Internacional. As expectativas apenas aumentam, já que eventos têm sido promovidos para o filme nos EUA e o thriller político já recebeu reconhecimento internacional.
Agora, basta aguardar o tapete vermelho de fevereiro para descobrir quem vence a corrida e leva a sonhada estatueta dourada – símbolo que vai além do profissional, representando também a força e o amor ao cinema nas produções nacionais.
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