“Agora É Que São Elas!” humor, versatilidade e reflexos do cotidiano no palco
- Pedro Teles Marin

- 23 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Estrelada por Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco, a peça vai além do óbvio, levando ao público um humor inteligente e muito bem construído.

O que acontece quando três grandes atrizes se multiplicam em mais de vinte personagens em apenas 70 minutos de humor afiado? A resposta está no palco de "Agora É Que São Elas!", espetáculo escrito e dirigido por Fábio Porchat. A peça é um show de atuação, e sobretudo, uma ótima escolha para se assistir em um sábado à noite, como foi meu caso, ou até mesmo para terminar o domingo gargalhando.
Sem sombra de dúvidas, a peça "Agora É Que São Elas" é uma explosão nos palcos. O enredo é surpreendente, cheio de boas piadas, um roteiro rico em humor, vocabulário e rico em cultura. O espetáculo é organizado em esquetes, que são encenadas a cada interlocução do elenco com a plateia. Estes momentos de interlocução com o público foram tão bem pensados e trabalhados, que deixaram tudo tão suave - nem parecia que era atuação, parecia uma conversa de camarim, literalmente. São nove cenas, e cada uma tem sua autenticidade, assim como suas atrizes.
Conhecida por seu trabalho no canal do Youtube 'Porta dos Fundos' e trabalhos na televisão e no cinema, Júlia Rabello integra este elenco de peso com sua atuação maravilhosa. Ao seu lado, formada em piscologia, iniciou sua carreira artítica na década de 1980 como baliarina e sapateadora, conhecida por seus inúmeros projetos na televisão e cinema e dona de uma das vozes mais marcantes e inconfundíveis, Maria Clara Gueiros exala comédia e atua com maestria. Em seus stand-ups ninguém fica sério, é roteirista, atriz e humorista, passou pela televisão no setor de novelas - e agora integra com louvor, humor e graça o elenco de "Agora É Que São Elas". Este é um elenco muito bem escolhido, que passa verdade e leveza ao atuar.

Nos momentos iniciais, a plateia tem a certeza de que fez uma boa escolha em ter ido assistir à peça. Com temas super relevantes, o elenco envolve o público com maestria. Em todas as cenas foi possível ouvir as gargalhadas e os suspiros da plateia, não pela banalização da comédia, mas sim pela boa estruturação do roteiro escrito e dirigido por Fábio Porchat e pela grande atuação desta "Santíssima Trindade da comédia". Os temas de cada frame do espetáculo são cotidianos, o que faz com que quem assista se sinta habituado e com uma sensação de familiaridade com o que está sendo encenado. Há uma boa duração - 70 minutos - o que não deixa massante e nem um pouco enjoativo.
Os figurinos são versáteis, podendo ser usados várias vezes, assim como o cenário que é único. Mas com cada mudança de cena, parecia outro. Isso tudo, porque com a perfeita atuação e condução da trama, quem assiste pode ampliar seu conteúdo de consciência e entrar em cena, junto com as atrizes. A peça esteve em cartaz em São Paulo por uma temporada de 26 de abril deste ano (2025) até o dia 31 de agosto, no Teatro das Artes dentro do Shopping Eldorado. Atualmente, a peça está em turnê em Portugal, levando esta comédia fantástica pela Europa.
Quando assisti à essa peça pude ver que a cultura no Brasil está mais viva do que nunca! Temos grandes atrizes nos palcos e grandes espetáculos a serem assistidos. Ao final de "Agora É Que São Elas", no dia 30 de agosto, dia em que assisti - penútimo dia da temporada - entreguei para cada uma das atrizes uma gérbera como homenagem, agradecimento e sobretudo, gentileza. Eram gérberas rosas, e assim como o amarelo, em minha concepção, o rosa leva alegria, o mesmo sentimento em que as três atrizes Júlia Rabello, Maria Clara Gueiros e Priscila Castello Branco levam ao público neste espetáculo ou em qualquer outro trabalho!
Bravo!
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